25 de jan de 2017

Novos Cartorários Devem Exigir Qualidade

Estão acontecendo mudanças nos Cartórios.
Depois de anos de indefinição, judicialização e insegurança generalizada, novos titulares estão assumindo.
Fizeram concurso público, alcançaram qualificação e assumiram as pesadas obrigações de quem tem por responsabilidade principal produzir e guardar documentos públicos, desde registros de nascimento, casamento e óbito, até escrituras, procurações e registro de imóveis, além de muitos outros procedimentos oficiais necessários à vida formal dos cidadãos.
O evento é favorável aos que chegam e bastante constrangedor para aqueles que saem, pois alguns são a segunda ou terceira geração da mesma família cuidando do cartório e tem apegos previsíveis.

Desejo boa sorte e prosperidade a este novos titulares.


Mas preciso ALERTAR para uma série de medidas que devem adotar como norma e padrão de qualidade na produção desses documentos públicos.


ESCOLHA DO PAPEL


É simples: use somente papel de qualidade. 

Padronize o uso de papel no formato A4 (29,7 x 21,0 cm) na gramatura 96 gramas. É mais vantajoso pois ocupa menos espaço e resulta em livros mais leves e manuseáveis.
O bom papel é aquele que tem ACIDEZ aceitável, ou seja, não vai amarelar em pouco tempo.
A marca de qualidade apresenta todas as folhas sempre do mesmo exato tamanho, enquanto marcas vulgares ou desconhecidas tem diferença de milímetros entre um lote e outro de papel.
A boa marca de papel é realmente da cor BRANCA.
O bom papel tem a espessura (gramatura) exata de 96 gramas.

EXIJA DO ENCADERNADOR


Exija que seu encadernador use técnicas honestas de encadernação.,

Peça que use reforços adequados.
Use duas folhas em branco no começo e no fim do livro, para proteger o conteúdo oficial da acidez da cola e do papelão da capa.

Descrevo em pormenor o que julgo ser a melhor técnica de encadernação, em minhas NORMAS TÉCNICAS, as quais tenho oferecido à exaustão às autoridades do C. N. J. - Conselho Nacional de Justiça - nacional e local. Mas não tenho encontrado boa vontade. Atualmente, poucos são os que sabem a diferença entre uma encadernação vagabunda e outra feita com técnicas apropriadas, apesar de usando os mesmos materiais básicos. A diferença é que uma não resiste ao simples manuseio e a outra nunca precisará ser refeita.


Infelizmente, tenho certeza que o Titular de Cartório  NÃO VAI ENCONTRAR NENHUM ENCADERNADOR que use uma boa técnica, pois muitos nem mesmo sabem fazer alguma coisa um pouco melhor e para além da frágil encadernação "capa dura" comercial.


Esses encadernadores básicos e limitados sabem que daqui a alguns anos vão poder REFAZER esses mesmos livros e contam com isso. 


Portanto o Titular DEVE EXIGIR que ele aprenda e aplique uma técnica melhor nos seus livros. Não é difícil aprender e um artesão deve sempre evoluir em seu trabalho, mas exige um pouco mais de mão de obra.


Portanto, sejam rígidos e perfeccionistas e não aceitem as pobres e frágeis encadernações oferecidas normalmente por aí, seja no centro de São Paulo ou no sertão nordestino.


Copie as normas e encaminhe ao seu gerente, ao seu encadernador e à sua gráfica.


Vai ver que o resultado é economia, qualidade, beleza e credibilidade. 


Ainda vai me agradecer.

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