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5 de nov. de 2022

Estojo para o meu novo violão

 Achei melhor fazer um estojo para o meu novo e moderno violão.

É um violão acústico Tagima. Com recursos elétricos, braço fino, ideal para folk e blues.

Um estojo para guarda e proteção do violão, também é ótimo para guardar sem alterar a afinação e evitar umidade.

Estojo mais uma vez feito inteiramente com materiais de encadernação. 


Estojo sob medida para violão



Estojo para violão.
Papelão, papel marmorizado e vulcapel. 







Detalhe de uma caixa para guardar
pestanas, cabos, pilhas, cordas e
apoiar o braço do violão.


19 de ago. de 2022

Técnica de Costura com "L"

 Técnica de Costura Contemporânea com "L"

Entre as técnicas mais usadas para costurar os cadernos de um livro, uso principalmente duas.

Costura a Fio

Para aqueles livros mais antigos, para ser fiel ao método de costura original. Prefiro não aplicar esta técnica em livros com o papel muito fragilizado ou em livros muito grandes ou grossos. É muito invasiva, pois o fio penetra muito na dobra dos cadernos. É mais frágil, pois o fio desfiado colado à capa oferece poucos pontos de fixação ao papelão. Uso raramente esta técnica.

Costura com Cadarço

Ao invés de um fio costurado ao longo dos cadernos, usa-se uma tira de tecido de largura e espessura proporcional ao tamanho e peso do livro, o "Cadarço".

Para manter o cadarço na posição para ser costurado, uso uma ferramenta que chamo de "L", por razão óbvia. É apenas uma lâmina de latão dobrada, com os lados suavizados para não romper o fio da costura quando for retirado.

Apesar de ser uma técnica relativamente contemporânea, não vi nenhum outro encadernador usar desta técnica de costura abertamente. Sem dúvida é uma técnica quase comercial.  

É boa técnica para qualquer tipo de livro. Grande ou pequeno, antigo ou novo.

Permite boa abertura do livro e mantém os cadernos unidos e bem apoiados nas capas.


1 - Três etapas da costura com o "L"


2 - Detalhe das três etapas da costura com "L".

Materiais: agulha sem ponta (um arame de guarda-chuva!), fio,

 cera de abelha e o "L" visto de lado


3 - outro ângulo das três etapas de costura com uso de "L"



4 - Detalhe da costura simples cruzada.

É essencial marcar e serrar os pontos de costura.


5 - Detalhe do "L"



6 - Detalhe da costura com uso de freio.

Chamo de "freio" este fio preso entre o primeiro e o segundo caderno e que acompanha a costura, reforçando as extremidades.





21 de mar. de 2017

Onde Comprar Material de Encadernação

Desventuras de um encadernador
na busca de material de trabalho em Curitiba.

A cada dia que passa, minha cidade fica menor.
Largo da Ordem
Aquarela do Barbetta

Cada vez que fecha uma empresa.

Cada vez que vou comprar meu material de encadernação e aquela empresa não vende mais.

E assim Curitiba vai ficando cada vez menor.


Aconteceu com o papelão Coru. Feito de casca de arroz, tem muito mais densidade e rigidez do que o papelão cinza ou do que o papelão feito de material reciclado que está dominando o mercado. Aliás, esse papelão poroso e mole não deve ser realmente reciclado, mas papelão de baixa qualidade que se diz reciclado.

Sempre esteve à venda em todas as gramaturas na Casa do Sapateiro. Hoje só encontro os mais finos, usados para fazer bolsas.

Curitiba não tem um local onde comprar todos os materiais de encadernação, assim é preciso comprar cada um em um lugar diferente.

Papéis é na Santa Maria Distribuidora, que vende a granel e guilhotina se for preciso. Tem quase tudo em papéis no formato 66 x 96 cm, papelões comuns e algumas colas para gráfica.

Tecido em algodão cru para fazer tela e marmorizar, agora só tem na Rua Bley Zornig, lá no Boqueirão. Antes, encontrava retalhos a quilo nas casas de couro da Rua Dr Muricy, hoje só por metro e mais caro.

Colas tem que comprar em casa de tintas ou de materiais de construção, limitado a usar a cascorez extra em embalagem de um quilo, por ser a única de acidez tolerável. Ultimamente, estou pagando dezenove reais pela embalagem de um quilo na Tintas Virgínia. O preço é menor do que em qualquer outro lugar.

Fitas para reforço externo na dobra folha de guarda, encontro em uma ou outra loja de armarinhos.

Não tem nenhum lugar para comprar espátulas de osso ou de silicone. Quando encontro, só uma ou outra de silicone em loja de material de artesanato. Mas são caras, desconfortáveis e grosseiras, umas coisas quadradas e grossas, indicadas para finalidades diferentes da encadernação.

Couros, se tiver sorte e oportunidade, nas casas de couro da Rua Dr Muricy. Como a sorte é madrasta, raramente encontro o couro que procuro e preciso me contentar com aqueles disponíveis. Bom mesmo é comprar um couro flexível, fino ou grosso, que não parta nem escame e que aceite bem a cola branca. Só em dia de sorte. Assim, cada couro é um novo aprendizado de como trabalhar.

Nestes mesmos lugares, encontro fios para  costura. Linha de três fios encerados, de preferência. A Casa do Sapateiro voltou a vender papelão coru, em gramatura fina, vendido por quilo.

Vulcapel, só e unicamente na casa de couro do Schmuk, por enquanto.

Cera de abelha para encerar os fios de costura e às vezes passar em papéis tomados por fungo, só numa lojinha de materiais de construção ali na Mateus Leme. Já foi-se o tempo de comprar na Casa Vermelha ou no Senff Ferragens.
Arranjei uma cera boa na Feira de Inverno da Praça Osório, nas barracas que vendem mel.

Lembrei agora que já faz uns vinte anos que deixei de usar cola orgânica, aquela feita de gelatina animal e usada em banho-maria, por ter desaparecido inteiramente de todas as lojas de Curitiba. A última que encontrei, justamente no Senff ali atrás da Catedral, estava tão suja e contaminada que os livros ficaram com cheiro de podre.

E não adianta nem perguntar se tem Alvaiade. Ninguém mais sabe o que é ou para quê serve. É um espessante usado até por Da Vinci, misturado com gelatina e outras coisas, para fazer suas telas de pintura.

Fita para douração é um parto. Só havia a Personalizze, ali no Rebouças, mas fechou (Fechou coisa nenhuma, está no mesmo lugar e agora mesmo voltei de lá com a fita de ouro que eu precisava!) Estou com esperança de encontrar numa empresa ali na Mateus Leme, a Tegape,  e amanhã vou procurar. Se não encontrar, não sei a quem recorrer. (Eles tem só o rolo de 60 centímetros de largura, todas as fitas com fundo prata, mas atendem que é uma beleza e não servem para o meu trabalho).

Isso tudo sem falar de onde encontrar ferramentas de encadernação em Curitiba. Simplesmente ninguém sabe sequer o que é um brunidor, não existe estilete largo com guia de metal, só tem lâminas quebradiças da China...   

E assim ficamos. Cada dia menores em Curitiba.

5 de fev. de 2017

Valor Histórico e Artístico do Livro Oficial

O Valor Histórico e Artístico do Livro Oficial

Afirmação:

O livro Oficial tem suficiente valor histórico e artístico para ser elevado à categoria de Patrimônio Histórico!

Justificativas:

Os livros oficiais são aqueles preenchidos e guardados pelos Cartórios Civis ou de Registro de Imóveis e neles são oficializados os atos ocorridos na vida civil de todos os cidadãos.

São os livros de Nascimento, Casamento, Óbitos, Escrituras, Procurações, Averbações e tantos outros, que retratam fielmente a história dinâmica de nossa Sociedade.

Através deles, é possível refazer a história de cada indivíduo, traçando a trajetória precisa de sua vida. Seu nascimento, casamento, operações comerciais, problemas pessoais, conflitos e litígios, associações, seu falecimento e o destino de seus bens. Todos os atos são verdadeiros e incontestáveis, pois foram cercados de todas as formalidades que a Lei exige e sobre eles não há controvérsia.

O mais antigo livro data de 1888, data da proclamação da República no Brasil. São exceções a esta regra os livros de "acathólicos", ou seja, pessoas de outras religiões que não a católica, preenchidos em Curitiba pelo Presidente da Província antes de 1888, enquanto os demais livros eram atribuição da Igreja Católica.

Com o evento republicano, os primeiros Cartórios, mais antigos, herdaram os livros de acatólicos e passaram a cuidar de todos os outros.

Além de guardar informações históricas, os livros deste período tem atributos e características únicas. Eram feitos a partir de papéis de alta qualidade e resistência, em sua maioria. Pois, naqueles dias, usava-se papel feito com árvores nobres como, cedro, pinheiro e mogno, então abundantes nas florestas naturais. Produzir papel com essa matéria prima resultava em um produto com fibra longa, resistente ao manuseio e à passagem do tempo. Além disso, têm a estética própria de seu tempo.

A técnica de encadernação não era perfeita, se utilizados critérios clássicos para julgamento. Era apenas a "encadernação comercial" praticada na época e utilizava razoáveis métodos de costura manual ou mecânica e muito couro, percalina e outros acabamentos resistentes. Um detalhe especialmente danoso para a conservação desses livros é a técnica de "meia-cana", que consiste em fazer a lombada falsa em forma de meia lua rija, para forçar a abertura completa do livro como uma alavanca, permitindo manuscrever com a folha completamente plana. Como força as costuras, acaba por rompe-las. 

Este livros trazem a marca do tempo em que foram produzidos, muitos materiais hoje extintos, marmorizações, técnicas fora de uso, dourações primorosas, nervuras e brasões, curiosas etiquetas de fabricante e grafias especiais.

Este conjunto de características retrata e exprime seu próprio período na história.

Muito mais do que documentos oficiais para consulta, verificação e base para emissão de certidões, os livros oficiais são Documentos Históricos.

A responsabilidade por sua guarda e preservação devia ser compartilhada com o Estado, sua existência catalogada e registrada e seu uso fiscalizado para que suas características originais sejam mantidas ou conservadas.

Esta é minha Tese.


Várias fases de encadernação.

25 de jan. de 2017

Novos Cartorários Devem Exigir Qualidade

Estão acontecendo mudanças nos Cartórios.
Depois de anos de indefinição, judicialização e insegurança generalizada, novos titulares estão assumindo.
Fizeram concurso público, alcançaram qualificação e assumiram as pesadas obrigações de quem tem por responsabilidade principal produzir e guardar documentos públicos, desde registros de nascimento, casamento e óbito, até escrituras, procurações e registro de imóveis, além de muitos outros procedimentos oficiais necessários à vida formal dos cidadãos.
O evento é favorável aos que chegam e bastante constrangedor para aqueles que saem, pois alguns são a segunda ou terceira geração da mesma família cuidando do cartório e tem apegos previsíveis.

Desejo boa sorte e prosperidade a este novos titulares.


Mas preciso ALERTAR para uma série de medidas que devem adotar como norma e padrão de qualidade na produção desses documentos públicos.


ESCOLHA DO PAPEL


É simples: use somente papel de qualidade. 

Padronize o uso de papel no formato A4 (29,7 x 21,0 cm) na gramatura 96 gramas. É mais vantajoso pois ocupa menos espaço e resulta em livros mais leves e manuseáveis.
O bom papel é aquele que tem ACIDEZ aceitável, ou seja, não vai amarelar em pouco tempo.
A marca de qualidade apresenta todas as folhas sempre do mesmo exato tamanho, enquanto marcas vulgares ou desconhecidas tem diferença de milímetros entre um lote e outro de papel.
A boa marca de papel é realmente da cor BRANCA.
O bom papel tem a espessura (gramatura) exata de 96 gramas.

EXIJA DO ENCADERNADOR


Exija que seu encadernador use técnicas honestas de encadernação.,

Peça que use reforços adequados.
Use duas folhas em branco no começo e no fim do livro, para proteger o conteúdo oficial da acidez da cola e do papelão da capa.

Descrevo em pormenor o que julgo ser a melhor técnica de encadernação, em minhas NORMAS TÉCNICAS, as quais tenho oferecido à exaustão às autoridades do C. N. J. - Conselho Nacional de Justiça - nacional e local. Mas não tenho encontrado boa vontade. Atualmente, poucos são os que sabem a diferença entre uma encadernação vagabunda e outra feita com técnicas apropriadas, apesar de usando os mesmos materiais básicos. A diferença é que uma não resiste ao simples manuseio e a outra nunca precisará ser refeita.


Infelizmente, tenho certeza que o Titular de Cartório  NÃO VAI ENCONTRAR NENHUM ENCADERNADOR que use uma boa técnica, pois muitos nem mesmo sabem fazer alguma coisa um pouco melhor e para além da frágil encadernação "capa dura" comercial.


Esses encadernadores básicos e limitados sabem que daqui a alguns anos vão poder REFAZER esses mesmos livros e contam com isso. 


Portanto o Titular DEVE EXIGIR que ele aprenda e aplique uma técnica melhor nos seus livros. Não é difícil aprender e um artesão deve sempre evoluir em seu trabalho, mas exige um pouco mais de mão de obra.


Portanto, sejam rígidos e perfeccionistas e não aceitem as pobres e frágeis encadernações oferecidas normalmente por aí, seja no centro de São Paulo ou no sertão nordestino.


Copie as normas e encaminhe ao seu gerente, ao seu encadernador e à sua gráfica.


Vai ver que o resultado é economia, qualidade, beleza e credibilidade. 


Ainda vai me agradecer.

19 de mai. de 2015

Capa Dura e Encadernação Clássica - Diferenças

Diferenças entre a técnica de “CAPA DURA COMERCIAL” e ENCADERNAÇÃO CLÁSSICA de folhas soltas.

No trabalho de encadernador e restaurador clássico, também tenho feito encadernações mais simples com material sintético. Comecei por insistência de clientes.

Depois de restaurar todo o acervo de livros manuscritos antigos e em todos os outros livros cuja importância merecia o uso de couro, sobraram aqueles livros menos manuseados mas de conservação obrigatória e por tempo indefinido. Justamente os livros recentes feitos por impressora, em folhas soltas no formato ofício A4.

A bem da verdade, não é correto denominar esses volumes de "livros”, sendo muito menos apropriado denominar o trabalho como de “encadernação”. Como são FOLHAS SOLTAS, o correto é chamar de “BLOCAGEM”.
Miolo pronto de blocagem de folhas soltas


Encadernar é costurar cadernos. O resto é enganação de cursinhos rápidos.

A técnica comum usada nestes volumes é a mais simples e básica. É utilizada em volumes para monografias, teses, trabalhos de conclusão de curso, livros contábeis e qualquer outro que envolva folhas soltas.

É mais conhecida como CAPA DURA, por óbvias razões, sendo amplamente utilizada na encadernação comercial.

Sob o ponto de vista da encadernação clássica é a “técnica sem nenhuma técnica” , a “encadernação bastarda” e a desvalorização do trabalho de encadernador, pois custam muito pouco e duram muito menos.

Aplicando técnicas de encadernação clássica ao trabalho de Blocagem de Folhas Soltas, acabei por consolidar um conjunto de procedimentos que resultam em livros mais duráveis, muito mais resistentes e até mais bonitos, apesar de usar quase os mesmos materiais da CAPA DURA.

E pretendo descrever cada etapa do processo.

  

1 - Miolo


Miolo ou as folhas soltas do livro propriamente dito.

Organizo as folhas e acrescento duas folhas em branco no início e no fim do livro, do mesmo tipo e marca do volume. Com o tempo as folhas evaporam e amarelam por igual. Servem para proteger as primeiras e últimas folhas do livro em si, evitando que amassem, sanfonem ou manchem por proximidade com a cola e o papelão da capa..


E, MUITO importante: Jamais uso guilhotina, nunca refilo os lados das folhas. Jamais!

O outro método não acrescenta nenhuma folha.

2 – Amarrando as folhas soltas


Faço serroteado, com SETE cortes, os primeiros de cada
Serrotado e amarrado, com tira de tecido  
lado inclinados em direção ao centro do livro.

Aplico cola em toda a lombada. Faço amarração dupla. Aplico novamente cola. Reforço a lombada com diversas camadas de tiras de papel e finalizo com uma tira de papel marmorizado.

A outra técnica apenas fura quatro ou cinco vezes com furadeira elétrica e amarra, passando cola na lombada.

3 – Reforço de Tecido

serrotado, com folha de guarda e tecido e arrematado

Insiro uma tira de tecido fino e não sintético na amarração próxima à cabeça e outra próxima ao pé do livro.

Este detalhe é o que realmente segura o miolo à capa, impedindo que o miolo caia ou que a folha de guarda se rasgue.

A técnica comercial não usa nenhum reforço.


4 - Colocação da Folha de Guarda

tres fases vistas pela lombada

Sempre passando cola, faço a tira de tecido ficar por cima da folha de guarda, que é profundamente colada sobre os fios de amarração.

A técnica comercial apenas cola a folha de guarda diretamente sobre a primeira folha que faz parte do livro, sem nenhum reforço.

5 – Corte da Capa


Corto o papelão da capa com cerca de tres milímetros a mais do que o miolo nos tres lados. Corto o lado ao longo da lombada com cinco milímetros a menos do que o miolo e faço um pequeno corte nos cantos internos, ou lado esquerdo, da capa.

A técnica comercial corta o papelão muito maior, não deixa espaço perto da lombada e nenhum corte nos cantos.




capas lixadas, unidas e lombada falsa

6 – Lixamento do Papelão


Lixo todos os OITO LADOS OU BEIRADAS e os quatro cantos do papelão.

Não deixo nenhuma superfície cortante e arredondo os lados, para que o material de acabamento envolva perfeitamente o papelão e a cola penetre em toda a superfície. Assim o material de acabamento não sofre dano resultante do fio cortante do papelão.

Para a encadernação comercial, lixar as bordas do papelão é perda de tempo.

7 – Lombada Falsa


Uso sempre apenas uma tira de papelão tipo kraft até 350 gr. para fazer qualquer lombada falsa, independente do tamanho do livro. Fica mais maleável e não força o material de acabamento.

A encadernação comercial usa lombadas falsas da mesma espessura do papelão das capas. Tentam disfarçar outras imperfeições, dando a ilusão de solidez, mas apenas serve para dificultar a ação de abertura, provocando um efeito de alavanca que desgasta e rasga o material de acabamento.

8 –Capa


O método “a la Brandel”, ou fazer encadernação do miolo e da capa em separado e depois juntar é o único usado na encadernação comercial. É mais rápido e prático.

Tiro as medidas da capa no miolo e junto as duas capas e a lombada falsa através de uma tira de papel kraft fino.
interior da capa, note-se o empastelamento


O papel kraft tem fibras longas e resistentes, mas é muito ácido e seu uso deve ser limitado em áreas que não atinjam as folhas brancas do volume, que ficariam manchadas em pouco tempo.

Neste momento, se o volume é muito grande, colo uma tira de tecido por dentro da capa, na cabeça e no pé da lombada.


Em tempo, o papelão deve ser empastelado, ou seja, passar cola aguada no lado de dentro do papelão e colar uma folha de papel, para prevenir o empenamento.

A encadernação comercial mede as distãncias e cola o papelão e a lombada falsa diretamente no material de acabamento, que pode ser vulcapel, tecido ou papel fantasia. Não usa nenhum reforço.


Finalizando


A partir desse estágio, só falta aplicar o material de acabamento. Uso frequentemente o Vulcapel, que é apenas uma folha de papel com uma camada de plástico colorido. É muito frágil e perde o brilho em curto prazo, mas pelo menos é lavável.


São estas as principais diferenças 

entre os livros que faço e aqueles feitos 

por qualquer outro encadernador. 

Como qualquer trabalho de qualidade, exige mais tempo de mão de obra e um ou outro material diferente, custando apenas um pouco a mais do que os trabalhos comuns.

Mas é assim que qualquer encadernador deveria trabalhar, Com mais conhecimento. Com técnica mais apurada. Com respeito pelos livros que recebe.

O cliente não pode ser enganado com encadernações que se desfazem logo que são colocadas na prateleira, que não resistem ao mais simples manuseio e que nem sequer ficam em pé sem apoio.

Toda essa técnica está descrita e prescrita no meu trabalho de NORMAS TÉCNICAS DE ENCADERNAÇÃO que tenho oferecido e sugerido que seja adotada para o bem dos livros, para tranquilidade dos clientes e, principalmente, para valorização do trabalho do encadernador.



Atelier. Como fotografar sem todo esse reflexo nos vidros...


24 de jul. de 2014

Digitalizando livros de cartório: CUIDADO!

Ainda hoje, conheci um cartório da região de Curitiba, onde me apresentei para restaurar e encadernar seus livros. 

Conversando, contou-me que vai precisar digitalizar todos os livros, por exigência do Juiz Corregedor.
E que precisa desmontar os livros e reencadernar. Inclusive, a empresa contratada vai fazer todo o serviço.
Isto é um erro e um perigo para os livros.

É desnecessário desmontar e encadernar novamente, pois existem equipamentos de digitalização que cumprem a tarefa e que já foram usados com sucesso em outros cartórios.
Com o SCANER DOBRAVEL, com um "braço flexível que pode ser montado em uma mesa e ser ajustado para qualquer tamanho de livro, por exemplo, que é pequeno, prático e eficiente, existindo muitos modelos no mercado, o próprio cartório pode fazer o trabalho.

Temo que as empresas que oferecem o serviço de digitalização não tenham conhecimento para encadernar os livros. Além disso, representam um custo de cerca de R$.0,49 POR DOCUMENTO.

Podem cometer os erros comuns do encadernador comercial, entre eles:

1- Dilacerar os livros na desmontagem;
2 - Perder fragmentos ou pedaços dos livros manuscritados antigos;
3 - Desprezar detalhes históricos do livro, como etiqueta de fabricantes, amostras de material original, etc.;
4 - Apenas amarrar as folhas, na re-encadernação sem restauro;
5 - Refilar ou guilhotinar no mínimo um centímetro dos lados dos livros, para retirar partes irregulares, perdendo texto e averbações;
6 - Utilizar material de acabamento frágil.

É preciso que esses procedimentos sejam denunciados para que sejam evitados.

Outro detalhe importante é quanto às constantes digitalizações que serão necessárias a cada nova Averbação nos registros.

Para atender à demanda diária do Cartório, os livros teriam que ser sempre encaminhados para a digitalização. Com uma máquina no próprio local, isso pode ser feito rotineiramente no próprio cartório.

  Um trabalho amador pode custar caro e prejudicar os documentos públicos.

Contem com minha assessoria sem nenhum custo para encontrar a melhor solução para digitalização do acervo do cartório, com mínima despesa, total segurança e respeito aos documentos.

Pois os livros continuarão sendo a única forma de registro perene, que não podem ser impunemente fraudados e que tem inquestionável fé jurídica e legal.

20 de out. de 2013

Encadernação em Curitiba dos anos 1880

A importância da indústria da encadernação no século 19 só é possível de ser avaliada se hoje compararmos com a indústria de telecomunicações, a internet e as grandes corporações de entretenimento. A indústria gráfica era a principal forma de comunicação, entretenimento e educação desde o desenvolvimento dos tipos móveis por Guttenberg, até o surgimento do rádio.

Eram centenas de fábricas de papel feitos a partir de matéria prima obtida das florestas virgens, com exploração indiscriminada de madeiras nobres. Hoje crime ecológico, resultou em papéis de fibras resistentes e duráveis que desafiam o efeito do tempo, muito diferente do pobre papel de pinus cultivado usado atualmente.

Eram milhares de lojas que vendiam material gráfico e tipográfico, para essa meio de divulgação que tirou a humanidade da ignorância da Idade Média até desembocar na sociedade tecnológica que vivemos.

Em Curitiba, encontrei duas marcas de vendedores e mostro aqui mesmo.

Um "A Pendula Meridional" de Luiz Coelho, encontrado num livro de 1885:


Outro, Encadernação J. Chrispim, de um livro de 1883:


12 de dez. de 2012

Magister Paper

Magister Paper
Sublime
Westerpost

 Encontrei esta marca d'água num livro de 1925.

É muito rebuscada e com diversas informações.

A marca "I. N.A." , o nome "Magister Paper" e a data "1913", elemento que nunca vi em outros papéis.

Além disso, um conjunto quase heráldico, com uma flor de lis, um escudo e a repetição do INA em letras elegantes.

Quase aos em anos de fabricação, o papel apresenta acentuada oxidação, estando bem amarelado, mas ainda conserva elasticidade e não está ressecado.

Pesquisei sem sucesso sobre esse fabricante, mas registro aqui sua existência.





*   *   *   *   *   *   *
Sublime

Outra marca d'água que encontrei em um livro que estou restaurando, de 1916, é a marca Sublime, seguida do brasão  BTH.
Apresenta-se com boa elasticidade e quase branco. Essa folha é a folha de rosto do livro, porisso apresenta manchas castanhas formadas pela gordura de dedos que a manuseram.
 


*   *   *   *   *   *

WESTERPOST

Mais um, de um livro também de 1916, um exemplo de papel brasileiro de alta qualidade, ainda com boa elasticidade e com amarelamento semelhante aos melhores papéis fabricados na mesma época na Europa, é o famoso Westerpost, numa marca d'água simples e direta, com a inscrição Indust. Brasil., sem nenhuma ilustração.




S. O. R. & Co

Livro fabricado por volta de 1920, talvez pela indústria britânica.
Adicionado em 24 de Agosto de 2023.
Tem a figura de um gato, uma prensa, três livros fechados e um aberto.







27 de nov. de 2012

Coru Bond

Esta é a marca d'água do fabricante do papel Coru Bond

Feito em papel CORU BOND, da incipiente e atrasada indústria brasileira de papel, por uma fábrica no Vale do Paraíba, fundada em 1911, por um certo Dr. Cícero Prado, jovem advogado recém formado que compra a Fazenda Coruputuba, em Pindamonhangaba, São Paulo.


A terra é pobre, coberta por guamirins e barba de bode e a parte baixa é dominada pelo Rio Paraíba. Foram precisos vários quilômetros de dique para domar o Rio e iniciar uma das primeiras plantações de arroz do Vale do Paraíba.

Devido a grande quantidade da palha de casca de arroz o Dr. Cícero Prado funda uma fábrica de papelão em1927, produzindo de 400 à 500 quilos por dia. A partir daí, mais quatro máquinas foram instaladas, produzindo cartolina de várias qualidades, papel tipo Kraft, papel pergaminho em vários padrões, papel fosco, papel impermeável, alem do célebre produto "Coru-Bond"... 

Com a matéria prima arroz, o resultado é uma fibra muito curta e a colas usada na massa eram altamente voláteis. O resultado é evaporação em curto prazo e muita oxidação, daí a razão para que um livro feito a partir desse material esteja tão quebradiço e ressecado apesar de ser de 1950. Isso ocorre principalmente em livros da região de São Paulo. Tenho trabalhado em livros de 1900, com papéis ingleses italianos  e mesmo papéis feitos no Brasil na mesma época, como o Westerpost , em estado de elasticidade perfeito.

Papelão "couro" Agropel
Em mais um exemplo de como uma palavra pode ser corrompida, sendo esquecida sua verdadeira origem, atualmente é fabricado um papelão denso, de cor castanha que é chamado de PAPELÃO COURO, utilizado principalmente como estrutura de pastas, bolsas e malas, na Indústria de calçados, vidraçarias, Indústria de bolsas, Indústria moveleira, Indústria de bebidas, Indústria de fogos de artifício e Indústria têxtil. É fabricado principalmente com casca de arroz.

Evidentemente não é fabricado a partir do couro, mas, originalmente chamava-se PAPELÃO CORU.

outro post sobre marca d'água neste blog.    



27 de ago. de 2012

Envelhecimento e Tingimento de Papel

Um velho livro sempre há de apresentar as folhas amareladas, como efeito da oxidação e evaporação natural da celulose.

Uns mais escuros do que outros, dependendo sempre da acidez dos produtos usados no branqueamento do papel durante o processo de fabricação. Quanto mais distante da acidez neutra, mais rapidamente se dá o processo de escurecimento do papel.

No reparo ou restauro de um livro mais antigo, é quase sempre aconselhável substituir as folhas de rosto ou mesmo acrescentar uma ou duas para proteger as primeiras e últimas páginas do livro.

Folhas de rosto são aquelas folhas em branco no início e no fim do livro, logo depois e antes das folhas de guarda, estas normalmente marmorizadas.

Sempre uso DUAS ou mais folhas de rosto nos meus trabalhos, adicionando mais proteção ao conteúdo do livro.

Para que estas folhas tenham a mesma tonalidade do livro original, é preciso recorrer ao papel envelhecido artificialmente, do contrário as folhas brancas causarão um choque de contraste com as folhas oxidadas.

Sempre experimentando, tenho usado principalmente o envelhecimento por CAFÉ ou por PINHÃO.




 O método é simples.

Basta usar o café já coado, misturando-o à quantidade de água para obter a cor na intensidade desejada e acrescentar algumas gotas de formol. Mergulhar o papel no líquido, retirar, deixar escorrer o excesso e pendurar para secar à sombra.

Com a água resultante do preparo do pinhão, é a mesma receita.

Em nenhum dos processos ocorre a presença de gordura, o tingimento é uniforme e livros que fiz há mais de dez anos ainda permanecem com a mesma aparência.

21 de ago. de 2012

Papel Al Masso

Al Masso

Linen Ledger 

A marca do fabricante de papel Al Masso tornou-se sinônimo de certo tipo de papéis pautados vendidos em folhas soltas aqui no Brasil.

É até hoje indicado principalmente para trabalhos escolares, 

O mesmo processo de substantivação de nome próprio aconteceu com outros produtos pioneiros que dominaram o mercado de consumo, como rinso para todo sabão em pó, modes para todo absorvente íntimo, gilete para todas as lâminas de barbear, brâma para todas as cervejas, entre outros exemplos.

É chamado de "almaço" nos dicionários modernos, que muito erroneamente justificam como originado de "a lo maço". Cito o iDicionário Aulete e copio: [F.: Da loc. port. ant. a lo maço, referindo-se ao modo com que é feito.]. É a corrupção da origem da palavra, com o "Ç" aportuguesando definitivamente o termo.  

O papel que contém esta marca d'água "FIUME" que é o tipo, e "AL MASSO" que é a marca do fabricante, com linhas verticais e ranhuras horizontais,  faz parte de um livro que estou restaurando. É datado de 1908, mas o papel deve ter sido fabricado algum tempo antes.




Tendo mais de um século, ainda apresenta boa cerosidade, boa elasticidade e apenas uma leve oxidação generalizada sem manchas. Tem resistido bem ao processo de evaporação natural da celulose.
  
Numa rápida busca na internet, encontrei apenas referências a esse papel, principalmente na descrição de gravuras e documentos antigos, com descrições de escritos sobre esse suporte de Biron e Shelley datados de 1790.


Script: Arabic. Physical Description: Paper: Cream~colored European paper is used. The watermarks include the words of. Al Masso (p.l )1 and FIUME (p.21).

Bonhams 1793 : BYRON (MAJOR GEORGE GORDON DE LUNA ...
grandmotherly and most impartial paper could not ... address panel and red wax seal on verso, paper watermarked 'Al Masso', ...

tortue, Papyrus, parchemin et papier. Le document .... 300mm, com linhas de marca d'água verticais e a identificação do tipo de papel: “AL MASSO”. Marcas de ...

Papel branco; 210 X 304 mm. Tinta sépia e aguadas a cores. Bom. Contramarca da primeira metade do séc. XIX (c.a 1830), com a legenda: «AL MASSO», que ...  

O fabricante é italiano? Pois "fiume" é "rio" nesse idioma.


Regent Linen Ledger

Outro exemplo de marca d´água, como o encontrado num livro de 1929, traz uma coroa e a marca Regent Linen Ledger.


Na pesquisa direta, não consta da relação de marcas d´água de fabricação Americana, encontrada neste link, mas segue um mesmo padrão de denominação "linen ledger", comum em muitos fabricantes.  

Linen Ledger - Profile

Outra marca, de uma série de livros datados de 1921. trazem a mesma inscrição "linen ledger" com a palavra "profile".

 

10 de abr. de 2012

Dicas Para Conservação de Livros

Livro é um objeto frágil.
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O prosaico ato de ler já contribui para sua deterioração, graças à precariedade da indústria gráfica e a falta de padrões dos editores. 

Começando pela análise do papel, normalmente é de baixa qualidade, comprovável pela alta porosidade causada pela economia de agente agregador da massa de celulose, resultando em evaporação acelerada e pouca resistência à umidade e fungos.
Fazem grande economia de margens, tanto nas bordas internas quanto nas externas, resultando que o leitor tem que forçar a abertura e assim deforma o livro. As colas usadas são de alta acidez, soltando-se e ficando quebradiças já na primeira leitura.

As capas são precárias. Enrolam para fora e soltam-se do miolo do livro, sem mencionar que aquelas bonitas letras douradas dos livros do Harry Potter e da série Crepúsculo somem em pouco tempo por força da fricção.

Para mitigar um pouco o sofrimento deles, passo umas dicas de conservação.

FUNGOS EM LIVROS DE COURO

Limpe o couro com um pano umedecido em detergente tipo "veja" multi-uso diluído 50/50, em seguida friccione o remédio VODOL (nitrato de micozanol) líquido. A receita serve para qualquer objeto de couro ou papel.

HIDRATAÇÃO DO COURO

Limpe o couro da mesma forma acima, depois use hidratante normal, tipo Vasenol, Nívea, etc., passando com uma esponja ou um pedaço de pano limpo. 

Se tiver sinais de fungo, acrescente Vodol creme ou líquido e hidrate com essa mistura.

LAVANDO O LIVRO

Se comprou um livro no sebo, ou se emprestou para alguém e voltou sujo, ou se emprestou um livro sujo de alguém, ou seus livros estão sujos mesmo, pode lavar as capas que sejam plastificadas ou de papel couchet. 

Use detergente multi-uso dliluído 50/50, mergulhe o pano no recipiente, torça bem e esfregue rapidamente até tirar toda a gordura e sujeira da capa. 
Pode passar de leve no alto das folhas se estiverem muito sujas. 
Em seguida passe um pano seco e limpo. Aqueles livros de capa dura do Clube do Livro são inteiramente laváveis. Siga sempre mergulhando o pano na solução de detergente e torcendo bem.

PASSANDO CERA DE ABELHA

Se há um elemento inestimável para conservação de livros, é a bendita cera de abelha. Possui incríveis propriedades anti-fungo e anti-mofo, também mantendo distante cupins, traças e brocas. 

Uso principamente para encerar os fios de costura do livro.
Mas também pode ser usada com sucesso para:

1) esfregar em manchas de fungo e mofo das folhas;

2) esfregar na parte superior das folhas com livro bem fechado;

3) encerar as capas de livros antigos, garantindo às folhas ressecadas e porosas um pouco de proteção.

Vale a pena passar numa loja de material de construção, daquelas antigas onde tem de tudo, e comprar umas gramas de cera. É muito barato e dura muito tempo. Se tem casa algum objeto de madeira com aquela cultura de fungo verde, lave e passe a cera. Fica livre do fungo e bonito.



O Manuseio do Livro

Os critérios para manusear um livro são determinantes para uma maior vida útil e de sua permanência no acervo. Recomenda-se portanto, a adoção de normas e procedimentos básicos, como por exemplo o treinamento de pessoal, que contribui consideravelmente para a conservação preventiva do acervo, seja pequeno e estimado ou grande e inestimável.

♦ Não manusear livros ou documentos com as mãos sujas, lavando as mãos após cada refeição.
♦ Não manter plantas aquáticas, guarda-chuvas e capas molhadas junto às prateleiras.
♦ Em dias muito úmidos, evitar abrir as janelas.
♦ Não fumar nem consumir alimentos perto dos livros.
♦ Não usar fitas adesivas, durex de qualquer tipo, colas plásticas, grampos ou clipes metálicos nas folhas e documentos guardados nos livros.
♦ Não dobrar os cantos das páginas (orelhas), pois ocasiona o amolecimento e rompimento das fibras. Nunca virar as páginas segurando pelos cantos.
♦ Usar marcadores próprios, finos, evitando efetuar marcas e dobras.
♦ Não retirar o livro da estante puxando pela borda superior da lombada.
♦ Os livros devem permanecer em posição vertical, em pé. Nunca acondicioná-los com a lombada para baixo ou para cima.
♦ Nunca manter os livros muito compactados nas estantes.
♦ Fazer o transporte dos livros individualmente.
♦ Nunca umedecer os dedos para virar as páginas do livro. O ideal é virar pela parte superior da folha, procurando a página e abrindo todas as folhas de uma só vez.
♦ Não apoiar os cotovelos sobre os volumes de grande porte durante a leitura.
♦ Não fazer anotações, particulares ou profissionais, em papéis avulsos e colocá-los entre as páginas de um livro. Eles deixam marcas e permitem a penetração de sujeira e umidade.
♦ Evitar forçar a abertura para tirar cópias de livros. Esta prática danifica não só a encadernação como também o papel.
♦ Não utilizar espanador e produtos químicos para a limpeza do acervo e a área física da biblioteca, use trincha em local afastado das estantes. Para evitar a distribuição de poeira sobre os volumes, o piso deverá ser limpo com pano úmido.

A ilustração do “Livro Monstro de Harry Potter”?

Ora, o segredo para o livro não morder é: sempre tratá-lo com carinho.